SOS Hospital Florianópolis

ATO CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO HOSPITAL FLORIANÓPOLIS

Depois do Estado pagar pela reforma do hospital, o que resta para a população é a PRIVATIZAÇÃO?

No dia 19 de dezembro o governador Colombo irá entregar o Hospital Florianópolis para a empresa privada SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina). Trata-se da mesma empresa que está mal administrando o SAMU, sucateando seus serviços, deixando de atender as ocorrências, e sofrendo diversas denúncias. O grande objetivo dessa empresa são os lucros e não a vida das pessoas. O Hospital de Araranguá também é administrado pela SPDM e lá as denúncias também são inúmeras.

Essas empresas são vergonhosamente chamadas de Organizações Sociais (OSs). O programa Fantástico, do dia 8 de dezembro, veiculou reportagem demonstrando o quanto a mercantilização da saúde realizada por essas OSs é prejudicial: consultas apressadas pela demanda lucrativa, e pelas negociatas que são feitas em torno do dinheiro público que essas empresas administram.

No Hospital Florianópolis a administração da SPDM pode retirar a pediatria, como fez a OS em Joinville com a ala de queimados e de auxílio à adolescentes grávidas, por não serem serviços tão lucrativos. No contrato de gestão para o HF os leitos foram diminuídos – eram 100 e agora são 44, os exames de raios-X serão limitados em 100 por mês, número este que o hospital já realizava durante os quatro anos de “reforma”, mesmo com o funcionamento precário da emergência. Também o número de atendimentos será menor: em torno de 5 mil atendimentos por mês, sendo que o HF atendia mais de 11 mil pessoas quando era 100% público, fato que demonstra que esta empresa não garantirá mais eficiência ao funcionamento dos serviços de saúde. Pelo contrário, o contrato traz metas baixíssimas que deixarão muitas pessoas sem atendimento e para cada atendimento a mais que a OS fizer, será aumentado o valor do repasse do estado.

O Estado de Santa Catarina repassará por mês cerca de 8 milhões de reais para a empresa SPDM, onde o superfaturamento, compras sem licitação, a contratação sem concursos públicos, poderão provocar um colapso no atendimento da população mais pobre que depende exclusivamente do SUS.

Venha se manifestar e exigir do governo Colombo a defesa da saúde pública, gratuita e de qualidade. Nesse dia 19 de dezembro, a partir das 8h30min da manhã, partiremos da Biblioteca Barreiro Filho no Estreito rumo ao HF em uma marcha para demonstrar a insatisfação do povo perante essa descarada privatização da saúde. Contamos com todos nesta luta!

Fonte: Fórum Catarinense em defesa do SUS e contra as privatizações

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