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A Direção do Sindprevs/SC e do Sindsaúde realizaram na tarde de terça-feira, dia 26 de janeiro, uma reunião chamada pelos servidores do Hospital Florianópolis (HF) para tratar da situação dos trabalhadores durante a reforma do HF. O que era inicialmente uma reforma do setor da Emergência, que não afetaria em nada os servidores federais e estaduais, transformou-se numa obra que atingirá todo o prédio, com a relocação dos servidores para os hospitais Celso Ramos, Regional de São José e Hospital Universitário. Os trabalhadores estavam indignados com a forma como a situação está sendo conduzida. Em nenhum momento a Direção do Hospital ou algum representante da Secretaria Estadual de Saúde realizou uma reunião para informar os servidores sobre o que iria acontecer com o local onde trabalham há tantos anos. Nenhum trabalhador recebeu uma comunicação oficial sobre a realocação. A maioria foi informada pela gerente de enfermagem em pequenas reuniões ou por telefone sobre o local onde deverá comparecer na próxima semana e os servidores que seguem turnos de plantão ainda desconhecem a escala de fevereiro.
Representantes do Sindprevs/SC e do Sindsaúde e servidores do HF tentarão falar com a Secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, na quarta-feira, dia 27 de janeiro. A Secretária não respondeu a solicitação das entidades de uma reunião para tratar deste assunto e restringiu-se a enviar uma correspondência repetindo informações que já havia repassado para a imprensa. O chefe de Recursos Humanos da Secretaria de Saúde que recebeu os Diretores das entidades e os servidores ficou indignado com a postura da Direção do Hospital com os trabalhadores. Ele estará confirmando o envio da portaria nº 74, de 20 de janeiro de 2010, para o Núcleo Estadual do Ministério da Saúde oficializando para o órgão de origem dos servidores a nova lotação dos trabalhadores.
Para garantir que o Hospital Florianópolis continue a ser totalmente público, que os servidores tenham garantido o seu retorno ao atual local de trabalho e que sejam resguardados os direitos dos servidores estaduais e federais durante o período da reforma, Sindprevs/SC e Sindsaúde elaborarão um documento conjunto que será enviado para a Secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto.
Durante a reunião do dia 26 de janeiro, que lotou o auditório do Centro de Estudos do HF, foi lida a portaria nº 74, que determina que, durante a reforma, os servidores do HF devem exercer suas atividades em setores correlatos nos hospitais para as quais forem enviados. Segundo relato dos servidores do Centro Cirúrgico do HF, a administração do hospital está ordenando que eles apresentem-se para trabalhar na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Os trabalhadores estão indignados pois não possuem treinamento para atuar nesse setor.
O representante da Sociedade Amigos do Estreito, Édio Fernandes, informou na reunião que o Hospital Florianópolis atende hoje cerca de 150 mil pessoas que residem na parte continental da cidade, e que será um grande prejuízo o seu fechamento total para a reforma, principalmente para a população carente que não terá como se deslocar para outros hospitais. Ele solicitou aos servidores que reivindiquem que a reforma do HF inclua a construção de uma maternidade, uma antiga reivindicação dos moradores do continente e promessa de campanha do atual prefeito Dário Berger.
As entidades que representam os servidores e os trabalhadores concordam com a necessidade da reforma do Hospital, inaugurado em 1979, mas não aceitam que os servidores sejam tratados com tanto descaso, que não tenham todos os seus direitos preservados, inclusive o de retorno. Todos estarão atentos para que o HF não seja entregue para nenhuma ONG (Organização não Governamental) ou Organização Social. Essas formas disfarçadas de privatização do patrimônio público costumam acontecer após o poder público recuperar a estrutura física e instalações das unidades de saúde. No caso do Hospital Florianópolis, os trabalhadores estão conscientes da ameaça e não permitirão que ela se concretize.
Fonte: Sindprevs/SC
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