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Os servidores do Hospital Florianópolis que estão temporariamente trabalhando no Hospital Celso Ramos, devido à reforma do HF, vêm, freqüentemente, procurando o Sindicato para denunciar as más condições de trabalho naquele local.
Diante disto, dirigentes do Sindprevs/SC, no dia 22 de julho, realizaram uma vigília na Secretaria Estadual da Saúde solicitando uma audiência com o Secretário Estadual. Às 14 horas, os diretores do Sindicato forma recebidos pelo Superintendente dos Hospitais Públicos Estaduais, Dr. Libório Soncini. Na reunião também estiveram presentes a assessora do Superintendente, Mara Regina Grando, a Gerente de Desenvolvimento da Superintendência, Adriana Patrícia de Oliveira e a Chefe de RH e Educação Continuada, Maristela Alves Mendes.
Situação insustentável
Os dirigentes sindicais disseram que a situação dos trabalhadores do HF que estão no Celso Ramos é insustentável. Falaram que os servidores pediram socorro ao Sindicato para resolver os problemas referentes às precárias condições de trabalho, ao assédio moral sofrido pelos servidores pela chefia de enfermagem do Celso Ramos e com o descaso da administração do Hospital Florianópolis com eles. O Sindprevs/SC disse que os servidores tanto federais, quanto estaduais, estão com muitas dúvidas e que a falta de informações oficiais e a transparência no processo têm gerado um clima de insegurança e desentendimentos entre os trabalhadores. O Sindprevs/SC cobrou ainda o prazo afirmado pelo Secretário de Saúde em reunião com os sindicatos de que a reforma do HF estaria acabada em 30 de setembro. Os dirigentes do Sindprevs/SC também exigiram medidas urgentes para melhorar as condições de trabalho no Celso Ramos, sendo que vários servidores que nunca se afastaram do trabalho estão de atestado e doentes devido às pressões sofridas desde que entraram no Celso Ramos e que frases como “quem manda aqui sou eu, cala a boca”, têm sido constantes como forma de intimidar os trabalhadores do HF.
Diagnóstico e direitos garantidos
O Superintendente disse que a SES está ciente da situação e bem sensibilizada para resolver o problema. Ele contou que, primeiramente, tentou delegar poderes aos chefes de enfermagem do Celso Ramos (Eder Foresti) e do HF (Ledronete Silbestre) para resolver a questão, mas que os dois não deram conta de atender às necessidades dos trabalhadores. A partir de agora tal poder de negociação, intermediação e resolução dos problemas no local de trabalho estariam à cargo da Gerente de Desenvolvimento da Superintendência, Adriana, e da Chefe de RH e Educação Continuada, Maristela, presentes na reunião.
Soncini disse, informação também já repassada pelos servidores, que elas já estão realizando reuniões com os servidores do HF e do Celso Ramos nos três plantões, escutando os trabalhadores, medida que até o momento não havia sido tomada, e que através de uma Portaria darão a possibilidade de transferência para outro local os trabalhadores que estejam querendo sair do Celso Ramos, tudo sem imposição, somente no sentido de tentar atender às necessidades de cada trabalhador. O Superintendente disse que o objetivo é realizar um diagnóstico da situação e buscar soluções possíveis. Relatou ainda que garantiu que a Portaria de lotação destes servidores no HF e que o direito de retorno ao HF estão mantidos, que a unidade de serviço para os servidores do HF será mantida e que os servidores não são obrigados a realizar quimioterapia, como está ocorrendo, segundo denuncia dos trabalhadores.
No entanto, o Superintendente disse que a subordinação dos servidores que vieram do HF para o Celso Ramos será feita pela equipe de enfermagem do Celso Ramos, mas quem vai organizar estes trabalhadores na escala de trabalho seria uma enfermeira do próprio HF.
Cuidado com a rádio corredor
Soncini também garantiu que todas as medidas serão tomadas daqui para a frente através de Portarias e que não é para os servidores acreditarem em boatos e ficarem preocupados. Que o canal entre o Sindicato e a SES está aberto. O Sindprevs/SC também reforçou que está a disposição da Secretaria a qualquer instante para que os problemas sejam resolvidos de forma transparente e sem assédio aos trabalhadores, que, neste momento, precisam de tranqüilidade para exercerem seus direitos e deveres. Os representantes da SES disseram admitir que o processo de inserção dos trabalhadores do HF no Celso Ramos foi “atropelado e muito rápido” e que isto será corrigido daqui para frente.
Reforma a passos lentos e municipalização
Sobre o prazo de término da reforma até o dia 30 de setembro, o Superintendente disse que isto não será possível, devido a vários problemas entre a “burocracia” das licitações e até mesmo das intempéries do tempo, que acabaram atrasando as obras. Que há orçamento público para a realização das mesmas e que o hospital voltará funcionar 100% SUS. Quanto à municipalização, os representantes da SES garantiram que não há nada sobre isto sendo discutido. Que a lei do SUS parte do princípio da municipalização dos hospitais em todo o País, mas que o município de Florianópolis até agora não teria condições de assumir o HF; que os hospitais municipalizados em Joinville foram “devolvidos” ao Estado, por falta de condições de gerenciamento dos mesmos por aquele município. No entanto, disseram que após as eleições 2010, dependendo de quem estiver assumindo o governo, o quadro pode ser mudado. O Superintendente disse que a reforma deve estar pronta no final do ano ou até março de 2011, mas não garantiu uma data certa.
Capacitação e valorização do servidor
Por fim, o Sindicato salientou ainda que é dever do estado zelar pela saúde da população e para que isso aconteça os servidores também precisam estar física e emocionalmente bem para desempenharem o seu papel. O Sindprevs/SC disse que um projeto de humanização tanto no Celso Ramos quanto no HF após reaberto é necessário e que é fundamental a capacitação do servidor, o que não acontece há anos, e que além disso, o governo deve trabalhar para evitar o sucateamento dos hospitais públicos, realidade que também desanima os trabalhadores.
Mesmo com promessas, Sindicato manterá ações e a luta
No dia 23, o Sindprevs/SC e o Sindsaúde passaram os informes da reunião coma SES aos trabalhadores do estaduais e federais do HF. O Sindprevs/SC informou ainda que como medidas para continuar a luta está encaminhando as seguintes ações: 1) Audiência Pública na Assembléia Legislativa para tratar do assunto; Documento ao Coren (Conselho Estadual de Enfermagem), ao Ministério da Saúde e à SES colocando as denúncias trazidas pelos servidores; 4) se não houver melhorias e respostas imediatas dos órgãos competentes e do governo o Sindprevs/SC realizará denúncia junto ao Ministério Publico. Sendo que a audiência pública já conta com apoio de diversos parlamentares da AL.
O Sindicato pediu a unidade dos trabalhadores estaduais e federais na luta pela reabertura do HF, por melhores condições de trabalho para todos e em defesa da saúde pública e de qualidade. A divisão só interessa ao patrão. Vamos seguir juntos unidos fazendo história na luta!
Fonte: Sindprevs/SC
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