O segundo turno das eleições de 2026 é um momento decisivo para refletirmos sobre os rumos que queremos para o Brasil e os projetos em disputa para o serviço público e os direitos das trabalhadoras e dos trabalhadores.
Para as servidoras e os servidores do INSS, do Ministério da Saúde e da Anvisa, conhecer o histórico das políticas salariais, as medidas adotadas pelos governos e as propostas apresentadas pelos candidatos é fundamental para uma escolha consciente.
O que aconteceu com seu salário de 1988 A 2026
- 1990-1992 (Collor): 0% - arrocho e confisco.
- 1995-2002 (FHC): 0% de 1995 a 2001, apenas 3,5% em 2002. Perda superior a 40%.
- 2003-2010 (Lula 1 e 2): retomada da negociação e reestruturação de 30% a 60% das carreiras.
- 2011-2016 (Dilma): acordos parcelados de 15,76% e depois 5,5% + 5% + 4,8%.
- 2016-2018 (Temer): Teto de Gastos, EC 95. Nenhum reajuste novo, apenas honrou acordos anteriores.
- 2019-2022 (Bolsonaro): 4 anos de 0% de reajuste geral. Perda acumulada de 35,58% no período Temer-Bolsonaro.
- 2023-2026 (Lula 3): 9% em 2023, 9% em 2025 e 5% a 9% em 2026, mais recomposição dos auxílios em 160% (alimentação de R$ 458 para R$ 1.192).
Fonte: Levantamento realizado pela UNASP - União Nacional dos Servidores da PGFN e da AGU junto ao MGI e ao DIAP sobre a política de reajustes desde a Constituição.
O que está em jogo no segundo turno
As propostas apresentadas pelos candidatos precisam ser analisadas com atenção, especialmente quando envolvem cortes no orçamento, mudanças nas regras do serviço público e alterações previdenciárias.
O anúncio de cortes expressivos nas despesas públicas, associado ao chamado “tesouraço” defendido por Flávio Bolsonaro, exige muita atenção. Em um projeto de extrema direita e de orientação fascista, o discurso de “enxugamento” do Estado pode se transformar em demissões de servidoras/es, redução de concursos, terceirização e precarização das condições de trabalho.
Por isso, não votar em um projeto de extrema direita e fascismo, hoje representado pelo candidato Flávio Bolsonaro, também é defender o serviço público contra o desmonte, as demissões e a transformação de direitos sociais em mercadorias.
A PEC 32, apresentada durante o governo de Jair Bolsonaro, propôs mudanças profundas na organização do serviço público, incluindo alterações nas regras de contratação e estabilidade.
Não votar em um projeto de extrema direita e fascismo é rejeitar uma política que ameaça substituir direitos por autoritarismo, servidores por vínculos precários e serviços públicos por interesses privados. As demissões, o congelamento de salários, a redução de concursos e o enfraquecimento das instituições não atingem apenas o funcionalismo: prejudicam toda a população, especialmente quem mais depende do Estado.
Para os trabalhadores e trabalhadoras do INSS, do Ministério da Saúde e da Anvisa, essa reflexão é especialmente importante.
Direção do Sindprevs/SC
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