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Em nota publicada no site da Folha de S. Paulo desta quinta-feira (7), é afirmado que, supostamente em reunião realizada entre Centrais Sindicais e o governo na última terça (5), Temer prometeu viabilizar R$ 500 milhões em Imposto Sindical para as entidades presentes.  Ainda de acordo com a nota divulgada pela grande imprensa, o dinheiro seria fruto de “um acordo entre as entidades, o MP, a Caixa e o governo”, e que “os R$ 500 milhões foram bloqueados por falhas no preenchimento de dados obrigatórios para o pagamento”. 

O membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, Luiz Carlos Prates, o Mancha declara que “a CSP-Conlutas ignora esta negociação, e se esta notícia for verdadeira, as centrais sindicais envolvidas, em meio a um momento onde o balcão de negócios do governo Temer está correndo solto, têm obrigação de esclarecer e impedir a votação da Reforma da Previdência, parando o País em uma grande Greve Geral em defesa da aposentadoria”, defende. 

A CSP-Conlutas discordou do cancelamento da Greve Geral do dia 5 de dezembro, bem como da decisão de algumas Centrais de se reunirem com Temer naquele mesmo dia. A Central segue lutando ao lado da classe trabalhadora e mobilizando por baixo com todos que estão dispostos a derrotar esta Reforma que acaba com o direito à aposentadoria dos trabalhadores brasileiros, e aguarda resposta das demais Centrais a respeito da informação publicada nesta quinta-feira, além de esperar ação direta que vise barrar mais este ataque do governo Temer contra nossos direitos. “A omissão e o silêncio podem demonstrar a cumplicidade com este crime. Nosso direitos não estão à venda”, conclui Mancha. 

Nossa aposentadoria não será rifada! 

Confira as notas da Folha de S.Paulo  e do Congresso em Foco abaixo: 

Em meio a ofensiva pela Previdência, governo libera R$ 500 milhões para centrais sindicais

POR PAINEL

Mel na sua boca Em meio às negociações para a aprovação da reforma da Previdência, o Planalto fez um aceno às centrais sindicais que se opõem às mudanças. Michel Temer garantiu, na terça (5), que baixará portaria semana que vem para liberar o pagamento de cerca de R$ 500 milhões em verbas do imposto sindical que estavam retidas na União. O dinheiro é fruto de um acordo entre as entidades, o MP, a Caixa e o governo. O ministro Ronaldo Nogueira (Trabalho) vai assinar o texto. Erro: Os R$ 500 milhões foram bloqueados por falhas no preenchimento de dados obrigatórios para o pagamento.

Pela reforma da Previdência, Temer promete liberar R$ 500 milhões para centrais sindicais

Na busca por votos para aprovar a reforma da Previdência, o governo do presidente Michel Temer (PMDB) tenta suas últimas cartadas para votar o texto na Câmara ainda neste ano. Dessa vez, conforme informou o jornal Folha de S. Paulo, às centrais sindicais que se opõe ao texto, Temer garantiu que baixará portaria na próxima semana para liberar o pagamento de cerca de R$ 500 milhões em verbas do imposto sindical que estavam retidas na União. 

O dinheiro, de acordo com o jornal, é fruto de um acordo entre as entidades, o Ministério Público, a Caixa Econômica Federal e o governo. O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, vai assinar o texto que garante o repasse. Conforme o texto publicado, os R$ 500 milhões foram bloqueados por falhas no preenchimento de dados obrigatórios para o pagamento.

 A data da votação seque incerta, devido a quantidade insuficiente de votos garantidos pelo Planalto em prol do texto. Apesar do otimismo do governo, a soma ainda está distante dos 308 votos necessários para aprovação da proposta na Câmara. Maior interessado na causa, o PMDB, partido de Michel Temer, fechou questão e obrigará todos os seus membros a votar no projeto sob pena de expulsão em caso de descumprimento. 

O PTB, do ex-deputado Roberto Jefferson, também fechou questão e apoiará o texto. O partido tem 16 deputados. Após uma semana de reuniões, promessas e negociações, amanhã (sexta-feira, 8) Temer e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidirão se o texto será ou não colocado na pauta de votações da Casa da próxima semana.

Na ofensiva governista, o Planalto está disposto a pôr em campo o mesmo pacote que serviu para salvar Temer de duas denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR), ambas sepultadas na Câmara: liberação de emendas parlamentares e recursos ministeriais, perdão de dívidas para setores estratégicos representados na Casa e até a ameaça de punição via fechamento de questão, que pode ser de suspensão de prerrogativas e até de expulsão. A postura do governo é apontada pela oposição como “balcão de negócios”. Vale até a ameaça velada do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, sobre a não liberação de R$ 3 bilhões a municípios, em 2018, caso a reforma não seja aprovada.

Fonte: CSP-Conlutas

Foto: Divulgação CSP-Conlutas