A Fenasps e demais entidades do Fonasefe e do Fonacate participaram de uma audiência pública na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados na terça-feira, 24 de maio. Na ocasião, os representantes das entidades sindicais criticaram a falta de negociação para a recomposição salarial de 19,99%, índice referente à inflação acumulada de 2019 a 2021 e apresentado em ato de lançamento da Campanha Salarial 2022 dos SPFs.

Apesar de ter divulgado na imprensa uma proposta de “até 5%” de reajuste linear a todas as categorias do funcionalismo público, o Governo Federal não oficializou este índice nem a Fenasps, nem a nenhuma entidade representativa dos Servidores Públicos Federais (SPFs).

Na audiência pública, dirigente sindicais de mais de 20 entidades de servidores do Executivo, do Legislativo, do Judiciário e do Ministério Público discutiram o tema. Embora convidado, nenhum representante do governo participou da audiência.

“A Fenasps está construindo um movimento intenso junto com o Fonasefe. A greve que ocorreu no INSS e nos ministérios do Trabalho e da Saúde, foi por uma série de fatores, dentre eles a recomposição salarial e as pautas específicas das categorias”, afirmou Moacir Lopes, diretor da Fenasps.

“Os servidores do INSS vão continuar a luta para garantir que este órgão, que atende a toda a população brasileira, não seja desmontado. Não à terceirização, garantia de trabalho digno, e concurso público já para recompor o quadro de servidores”, finalizou Lopes. Clique na imagem abaixo para assistir à íntegra do depoimento do diretor da Fenasps. 

CUSTO E FONTE DO REAJUSTE

No governo Bolsonaro, lembrou a economista Mariel Angeli, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os salários da maioria dos servidores não tiveram correção. A reposição reivindicada agora, de 19,99%, representaria R$ 65 bilhões anuais; os 5% indicados pelo governo, R$ 16 bilhões.

O presidente Jair Bolsonaro disse, na última semana, por meio de redes sociais, que não há dinheiro para reajustes e que, caso venham a ser implementados, dependerão de cortes orçamentários, em decorrência do teto de gastos. “Se me disserem de onde eu tiro, dou 10%, 15%, 20% a todos os servidores”, afirmou Bolsonaro.

Os deputados Paulo Ramos (PDT/RJ) e Rogério Correia (PT-MG) sugeriram e comandaram o debate. “O governo está destruindo o Estado”, criticou Ramos. Para Correia, os dirigentes sindicais demonstraram estar unidos. Os deputados Alice Portugal (PCdoB-BA), Erika Kokay (PT-DF) e Vicentinho (PT-SP) apoiaram os servidores durante a reunião.

Fenasps com informações da Agência Câmara de Notícias.

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